O Laboratório Móvel, inaugurado em 2003, teve sua estréia na escavação da Fortaleza de São José de Macapá, na Amazônia. Todo o nosso equipamento teve que embarcar em uma balsa em Belém e navegar 36 horas para chegar em Macapá.
Vista externa do Laboratório Móvel
Toda a área em torno do Laboratório Móvel é protegida por sensores eletrônicos dispostos sobre os cones que podem ser vistos do lado direito da foto.
Internamente o Laboratório Móvel foi projetado para permitir o transporte de diferentes equipamentos que são utilizados nas escavações. Todas as suas bancadas são retrateis para aumentar a área de carga.
Na parte posterior são fixadas pranchas que facilitam a descarga do material de escavação.
Após a rápida montagem das pranchas tem inicio a descida dos equipamentos.
Dentre o material transportado para as escavações constam toldos que servem de garagem para alguns equipamentos.
Externamente o Laboratório Móvel é dotado de compartimentos para o transporte de material de menor porte.
Fixado no exterior do Laboratório Móvel encontra-se uma unidade de ar condicionado.
Ainda externamente existem tomadas que permitem a entrada de energia convencional, de gerador ou eólica.
Tomada externa do gerador que se conecta com o Laboratório Móvel.
Gerador que acompanha o Laboratório Móvel e que tem capacidade de alimentar toda a estrutura.
Um elevador acoplado a tomada de força do trator, (também projeto de nossa equipe), permite a instalação dos equipamentos externos do Laboratório Móvel. O mesmo é utilizado ainda como andaime e como plataforma para fotografia a praticamente 90o da superfície do corte.
Antena da direita recebe sinais de um pequeno carro de controle remoto que tem acesso preliminar em áreas de difícil acesso para o homem. A da esquerda recebe sinais de VHF permitindo contato entre os pesquisadores.
Carro de controle remoto equipado com micro-câmera, transmissor e iluminação, utilizado para acessar áreas de risco.
Antena de VHF que permite a comunicação entre o Laboratório Móvel e os veículos, tanto carros como barcos. Abaixo, no mesmo mastro, antena de banda larga via radio.
Antena de televisão convencional e por satélite que permite a equipe contato com noticias nacionais e internacionais por ocasião de longos trabalhos de campo.
O Laboratório Móvel é equipado com gerador eólico que complementa a necessidade energética da Unidade. Alimenta permanentemente o sistema de segurança, comunicação e informática. Constitui-se meta da nossa equipe trabalhar o mais possível com energia limpa.
Câmeras de segurança que cobre 360o em torno do Laboratório Móvel.
Transmissor e câmera colocadas na área da escavação e que transmitem sinais de áudio e vídeo para o Laboratório Móvel. Este recurso permite que os pesquisadores que se encontram no LM acompanhem o que está ocorrendo no campo.
Imagem recebida no Laboratório Móvel nas escavações do Forte de Orange.
Parte da equipe acessando o Laboratório Móvel no inicio do expediente.
As bancadas que vieram fechadas durante o deslocamento do Laboratório Móvel transformam-se em bancadas para os computadores.
Visão interna de parte do Laboratório Móvel.
Atualmente todos os Desktops foram substituídos por notebooks acompanhados por HDs externos de um Tera.
Painel de comando do Laboratório Móvel. Na parte inferior os controles básicos com 4 opções de entrada de energia. Controle de voltagem e amperagem interligados a leds indicadores das entradas em uso. Na Parte superior controle de todos os equipamentos elétricos ou eletrônicos em uso no momento.
Na entrada do Laboratório Móvel, ao lado do painel de comando, controles de presença e de fumaça programados para ligar automaticamente para policia ou bombeiros conforme o caso.
Do lado esquerdo do painel de comando encontra-se o sistema de interligação dos sensores de segurança que funcionam mesmo que a energia externa seja interrompida.
Controle de todos os equipamentos em funcionamento tendo na parte superior um ar condicionado central.
Extintores de incêndio são dispostos no interior do Laboratório Móvel.
Radio VHF cuja freqüência permite a comunicação do Laboratório Móvel com veículos terrestres e embarcações.
Radio VHF de menor potencia que permite a comunicação entre o Laboratório Móvel e os pesquisadores no campo.
Sensores de presença amiga e luz de cortesia.
Controlador da velocidade de monitoramento das câmeras externas.
No monitor da esquerda, a recepção de uma das câmeras de monitoramento externo. O Laboratório Móvel dispõe ainda de refrigerador, serviço de som ambiente e televisor.
Água gelada e cafezinho sempre são bem vindos e não faltam no Laboratório Móvel.
Painéis permitem o acompanhamento da pesquisa e o conseqüente planejamento da mesma.
Outro painel ajuda os visitantes a entender o que se busca em cada trabalho, por ocasião da educação patrimonial.
Vista parcial do Laboratório Móvel, tomada da parte posterior onde se localizam as bancadas de analise.
A equipe de Laboratório recebe material arqueológico para efetuar uma primeira analise, de modo a permitir feedback para a equipe de campo. O resultado imediato poderá redirecionar alguns procedimentos de campo.
De modo inverso, a equipe de campo põe a equipe de laboratório a par do andamento do trabalho, utilizando-se muitas vezes de imagens no negatoscópio.
A análise estereoscópica, também utilizada no Laboratório Móvel, tem contribuído para a elaboração de hipóteses no campo.
Visão das bancadas de analise. Na bancada da esquerda está havendo a numeração do material arqueológico, ainda em campo.
Analise do material arqueológico. Quando necessário utiliza-se a lupa de maior resolução, que se observa na parte superior.
Dependendo da analise a ser realizada, o material é pesado.
Parte da analise é realizada com uma lupa eletrônica conectada a um computador.
A um simples “clic” a imagem é transferida para o HD. Desta forma se tem imagens em escala 1/1 de todo o material analisado, ainda em campo.
Detalhe de um conjunto de peças do mesmo corte, já documentadas em escala.
Detalhe de uma peça cerâmica no momento da captura de sua imagem.
Algumas amostras, de água ou sedimento, são homogeneizadas para permitir a sua analise.
Preparação da amostra de sedimento das camadas para estudo de suas frações. Adição ao sedimento de água bi-destilada e desmineralizada.
Controle do peso de cada amostra de sedimento.
Primeira aproximação morfológica do material arqueológico ainda na bancada do Laboratório Móvel.
Utilização de programas gráficos para a recomposição de formas a partir de fragmentos.
Preenchimento de fichas analíticas ainda durante o trabalho de campo.
Controle do PH da camadas encontradas na escavação.
Decantação do sedimento das camadas, com o objetivo de propiciar o entendimento de sua gênese. Estes resultados, obtidos durante a pesquisa, no Laboratório Móvel, retroalimentam a pesquisa de campo podendo redirecionar as hipóteses estabelecidas.
Utilização do paquímetro digital para avaliação do processo de decantação das amostras.
Quando a escavação arqueológica é realizada em monumentos, efetua-se uma decapagem do reboco. Este procedimento pode ocorrer na parede, quando o reboco não será retirado durante a restauração, ou em amostras de cada dependência quando o reboco será retirado pelos restauradores.
Na concepção do Laboratório Móvel procurou-se privilegiar a melhor utilização do espaço. Sob as bancadas existem módulos auto-travantes, que quando retirados permitem o desenvolvimento de outras atividades necessárias ao trabalho de campo.
Plastificação de etiquetas de identificação de cortes. Este procedimento permite que as mesmas permaneçam intactas durante toda a escavação.
Guilhotina que associada a outros equipamentos permitem que o relatório seja impresso e encadernado ainda em campo no Laboratório Móvel.
Os trabalhos administrativos como prestação de contas do projeto, etc. são também realizados no Laboratório Móvel.
A educação patrimonial é uma pratica utilizada em todos os trabalhos realizados pela Equipe do Laboratório de Arqueologia da UFPE, desde sua criação em 1965. Uma turma de estudantes recebem informações antes de entrarem no Laboratório Móvel.
Enquanto uma turma desce do Laboratório Móvel outra se prepara para a visitação.
Pode-se observar a atenção da criançada que recebe informações sobre o passado de seu município. Estas experiências demonstram que se um processo de educação patrimonial for bem dirigido poderemos contribuir para a auto-estima de uma sociedade.
Um técnico de nossa equipe se encarrega da educação patrimonial no Laboratório Móvel.
O material arqueológico que se encontra na bancada de analise do Laboratório Móvel serve de exposição para o trabalho de educação patrimonial. Como este material é sempre renovado, freqüentemente o mesmo grupo retorna inúmeras vezes para acompanhar as novas descobertas, sempre com muito interesse e curiosidade.
Muitos professores aproveitam a presença do Laboratório Móvel em seu município para o desenvolvimento de trabalhos escolares.
A expressão de alegria destas crianças que visitam o Laboratório Móvel é extremamente gratificante para toda a nossa equipe. Dá-nos a certeza de estarmos contribuindo para a formação de uma geração futura, até porque acreditamos que uma sociedade que não conhece o seu passado não tem perspectiva de futuro.